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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Voltei para falar dela - a neve

Mas antes de mais nada um breve, mas muito breve resumo dos ultimos acontecimentos:

Brasil - Ja fui, ja voltei e daqui a pouco vou de novo. As passagens para fins de junho ja foram compradas com retorno so em Agosto... Uhhuuuu... Quem disse que nao da para viver o ano inteiro no inverno? Provaremos o contrario, se sobrevivermos, eh claro.

Dieta: perdi quase 5 quilos e ganhei mais auto estima. Quem me segura agora?

Mariana: passou 40 dias no Brasil a base de mamadeira, carne e tomate. Quem disse que aceita mais alguma coisa diferente? Entrei para o rol das maes que tem filhos que nao comem. A cada dia luto um pouquinho mais para que ela volte a se alimentar adequadamente. Um passo de cada vez, mas estamos no caminho. E para quem provou pela primeira vez pirulito e bala no Brasil, foi uma imensa surpresa descobrir que isso so tem no Brasil. Em Viena nao tem (a mae nao compra).

Serginho: esta calcando 43 (do Brasil), aqui seria 45, esta com mais de 1,80 m e junto com o seu crescimento absurdo dos ultimos meses surgiu uma imensa vontade de se achar adulto e dono do proprio nariz. Aos 15 anos.

Viena: as pessoas daqui acham que eu so gosto do Brasil e nao valorizo as coisas austriacas. No Brasil acham que virei austriaca e metida. Alguem pode me situar por favor?

Bom, mas o proposito era falar da neve, ne? Entao, o que acontece eh que estava todo mundo reclamando que o inverno desse ano estava sendo um fiasco. Ate a pista de patinacao que todo ano abre na Rathaus logo apos as feirinhas de Natal, esse ano so iniciou por volta do dia 20 de janeiro. Antes derreteria tudo porque a temperatura estava sempre por volta dos 5, ou 6 graus Celsius. Eu acompanhei do Brasil a temperatura diariamente aqui de Viena e quando via que nao estava frio, me jogava contra a parede, me chamava de lagartixa e morria de odio. Eu ja sabia que o pior ainda estava por vir.

E veio. O problema que a onda de frio siberiano chegou sem neve em Viena. Um tempo absolutamente seco, mais frio do que o freezer aqui de casa e extremamente desconfortavel. Eu nao sou de ficar reclamando do frio, ate porque suporto -10 em Viena do que 35 na casa da sogra. O problema eh que ficou muitos dias com medias bem abaixo dos -10 e so essa semana comecamos a ter expectativas melhores com a temperatura. E junto com as nossas expectativas otimistas surgiu ela. A esperada. A maravilhosa. A senhora Neve.

E nao adianta porque posso morar 300 anos em Viena e sempre vou me emocionar quando vejo a neve caindo. Adoro.

Por isso, para o deleite e para refrescar quem esta assando no calor tropical, seguem fotos fresquinhas da nossa amada.














Saudades de voces. E obrigada por todos os recadinhos carinhosos.

Lu

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Demorou, mas chegou!!!

Imagem daqui

Foi só falar que o verão desse ano estava fracote que ele resolver surgir na sua forma mais cruel....

Imaginem o que aconteceria se fizesse zero grau no Rio de Janeiro? Com certeza seria um caos, não é mesmo? Pessoas passando mal por causa do frio, isso sem contar que alguns poderiam até falecer. As pessoas não estariam preparadas para esse suposto frio, as casas não seriam apropriadas para reter o calor e todo mundo ficaria reclamando.


É exatamente o que acontece por aqui com esse calor todo. As casas retem calor por isso viram verdadeiros fornos. Ter ar condicionado é raro, afinal de contas ele é usado poucas vezes no ano. O barulho das sirenes das ambulâncias tentando socorrer quem está passando mal é uma constante, lembrando que existem muitos idosos e que sofrem ainda mais com esse calorão todo.

Não é uma reclamação minha, longe disso, mas nessas horas duvido que não tenha alguém sentindo saudade do inverno.

Bjs acalorados

Lu

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Sessão de tortura ali ao lado

Eu não tenho medo de dentistas. Mas por precaução só procuro dentista quando vou ao Brasil. Na minha opinião ir ao dentista aqui na Austria, seria como resolver fazer uma lipoaspiração em terras tirolesas. E vamos e convenhamos que no Brasil se encontram ótimos cirurgiões plásticos e dentistas. Isso se não forem os melhores do mundo. Então pra que arriscar, né? Com exceção temos a ortodentista do Serginho, que é da Eslováquia, mas estudou nos EUA e mora em Viena há muitos anos. Mas até ela tem um pezinho no Brasil, pois o filho mora em SP e ela tem uma netinha brasileira.

Só que há alguns dias senti que uma restauração trincou e não daria para esperar até o fim do ano para resolver no Brasil. Daí que  descobri uma dentista brasileira aqui em Viena. Mais ou menos como achar água no deserto. E lá fui eu para a consulta.

Como seria de se esperar de uma dentista, a delicadeza em pessoa. Super gentil,  resolveu na hora o problema e aparentemente com um serviço bem feito.

Só que enquanto ela cuidava de mim eu ouvia os pacientes dos consultórios ao lado. Primeiro ouvi a voz de homem gritando. Pense num grito de dor. E o grito persistia, não era um gritinho tipo AI não. Ele berrava.

De repente parou. Daí escuto uma voz de mulher gemendo, gemendo até começar a berrar. Pára. Volta para o homem, grita mais. E eu com a boca imobilizada sem poder perguntar o que era aquilo.

Assim que consegui perguntei o que estava acontecendo ao lado. A dentista então me contou que a grande maioria dos tratamentos dentários daqui são feitos sem anestesia. O plano de saúde público só libera anestesia para casos de extração ou tratamento de canal. Para restaurações normais o cliente tem que pagar particular sendo que custa 18 euros. Porém não basta querer pagar. O problema é que a maioria dos dentistas não aceita fazer com anestesia. Porque para isso ele tem que esperar um tempo maior e a grande maioria atende 2 pacientes por vez e não pode perder tempo aguardando aanestesia fazer efeito. É claro que existem consultórios que atendem um paciente por vez, mas não são a regra como no Brasil. E obviamente são muito mais caros.

E além do que me pareceu que os pacientes foram tratados com mão de ferro. Por isso a necessidade de trocar de consultório para dar tempo do paciente respirar enquanto a tortura começava no vizinho.

Estou pensando em fazer um sorteio no blog: tratamento completo de dentes aqui na Áustria. Será que vai ter alguém interessado?

Bjs

Lu

sexta-feira, 25 de março de 2011

O preço das coisas em Viena

Esses dias estava pensando em alguma que pudesse escrever e que fosse útil para quem viesse a Viena tanto para morar como para turismo. Daí surgiu a idéia de fazer uma pequena lista de alguns serviços e os valores que costumo pagar. Se não for útil pelo menos mata a curiosidade de quem está no Brasil. Então vamos lá:

- Faxineira
A grande maioria das faxineiras cobra 10 euros por hora de trabalho. Em casa já tive faxineiras sérvias, peruana e brasileiras. Normalmente as brasileiras já tem uma noção de como gostamos da limpeza e além do idioma ser igual para ambas o que facilita em muito. Mas em geral são poucas as moças da limpeza que realmente fazem um serviço bem feito. A grande maioria limpa onde o "padre passa". As verdadeiramente boas geralmente não tem mais horário. Normalmente elas trabalham em duas casas por dia, fazendo em média de 4 a 5 horas em cada uma.

- Manicure
Eu tenho uma querida amiga que trabalha como manicure e pedicure e que vem em casa todas as sextas para me atender. Pé e mão custa 25 euros. Existem muitos salões locais específicos para fazer as unhas porque as mulheres daqui gostam mesmo é de unha postiça. Eu nunca utilizei esse serviço e quem já usou diz que é muito ruim pois elas não tiram a cutícula (o que no meu caso é impossível de não se retirar).

- Cabeleireiro
Aqui existem alguns salões de beleza de brasileiras e eu particularmente só cortei o cabelo com as brasileiras mesmo. O corte feminino sem lavagem custa 20 euros. Tanto o Sergio como o Serginho cortam o cabelo nos salões locais e pagam em torno de 27 euros no corte masculino.

- Depilação
Umas das cabeleireiras brasileiras que eu conheço também faz depilação com cera quente (aquela de açúcar e limão). A depilação de virilha completa custa 20 euros.

- Salgadinhos e docinhos
Caso você resolva dar uma festinha estilo Brasil com coxinha e brigadeiros você vai encontrar diversas brasileiras que cozinham e atendem pedidos. O preço médio dos salgados custa 70 euros e dos docinhos 50 euros.

- Médico
Os preço de consultas médicas variam muito. O pediatra da Mariana cobra 70 euros por consulta, já a ginecologista que me atendia cobrava de 150 a 170, dependendo do que ela realizava. O ideal é ter o seguro de saúde local que por sinal é excelente, mas você deve ter pagar uma seguridade social. No nosso caso de expatriados não temos direito a esse serviço público e utilizamos seguro de saúde privado com reembolso dos valores gastos com saúde. Em compensação remédios são infinitamente mais baratos do que no Brasil, mesmo para nós que não temos o seguro público. Porém não pense que entrará numa farmácia e que vai comprar o que bem entender. Poucos remédios são disponibilizados sem prescrição médica, a grande maioria só é vendido com receita (não só os antibióticos e controlados como no Brasil). Caso esteja vindo do Brasil e assim como eu goste muito dos produtos da La Roche-Posay e da Vichy deixe para comprar numa farmácia daqui. Você gastará cerca de 25% do que gastaria no Brasil, mesmo considerando a conversão do euro para real.

- Transporte
A cidade é dividida em zonas e na maior parte da "grande" Viena você pode utilizar o mesmo ticket que funciona para todos os transportes (ônibus, metrô e bondinho). O ticket individual custa 1,80 euros e dá direito de andar em qualquer tipo de transporte por até uma hora. O ticket mensal custa 49,50 euros e você pode utilizar todos os tranportes (dentro da zona liberada). Eu costumo comprar um ticket de 8 dias úteis que custa 28,80. Você carimba no primeiro ponto que está entrando e fica liberado para usar todos os transportes para o dia. Tem outras opções mais turísticas como o de 24 horas ou de 72 horas, mas não me recordo dos valores. Muito importante: não esqueça de validar o ticket na entrada das estações de metrô, pois não existem catracas e lugar para validar quando você já estiver na plataforma. A fiscalização é feita por amostragem e bem rara de se ver, mas com certeza você vai não querer pagar um mico e a multa por não ter ticket validado.

- Restaurantes
Ultimamente não temos saído tanto para desbravar novos restaurantes porque sinceramente a Mariana está numa fase muito chata para se comer fora. Então estamos praticamente repetindo aqueles que mais gostamos e que podemos ir a pé. Em média um prato custa 12 euros, sem bebida e gorjeta. Já as bebidas são bem caras. Um copo de refrigerante custa cerca de 3,50 euros ou mais. Não se esqueça de que o serviço não é incluído na conta e a gorjeta normalmente varia em torno de 10% do valor da conta. Para quem vem a turismo e quem comer bem sem gastar uma fortuna eu indico duas redes de restaurantes: o Akakiko e o Vapiano. O Akakiko é um restaurante japonês com culinária asiática em geral e o Vapiano um restaurante de massas, saladas e pizzas, tudo feito na hora e na sua frente. Ambos não são caros e você vai gastar mais ou menos o valor que eu indiquei de cerca de 12 euros por prato, ou 15 por refeição com bebida. E a vantagem que você vai encontrá-los sempre perto dos pontos mais visitados.

Update

- Coisas de Bebê
A pedido da Paloma seguem alguns valores para apetrechos de bebê.
- Fraldas Pampers: o pacote mega com mais de 50 fraldas custa 12,99 euros (com cartão de cliente fica por 10,99)
- Papinhas Hipp: depende da idade do bebê, mas variam de 1,10 a 1,47 euros
- Suco em caixinha para bebês da Nestlé: 1,75 euros com 3 unidades (eu compro um de maçã com água mineral bem fraquinho, mas gostoso, porque por aqui não existe suco natural fora de casa)
- Biscoito de arroz da Hipp: 1,17 euros
- Leite Aptamil com 800 gramas: 10,95 euros
- Sorvete: 1 euro a bola pequena. As duas melhores sorveterias, na minha opinião, são a Zanoni-Zanoni e a Castelleto.

-Hotéis
Tive duas experiências de ficar em Hotel aqui em Viena. Na primeira vez fiquei no Hotel Am Parkring e na segunda num flat chamado Starlight Suite. Ambos ficam no 1o distrito e são muito bons. Os preços das diárias para casal duplo são muito mais baratas que outras capitais da Europa como Roma ou Paris, por isso dá para dar uma caprichada nas estrelas e escolher uma boa localização. Relacionei alguns hotéis que provavelmente eu escolheria para ficar hospedada se estivesse a turismo por aqui. Fiz a pesquisa pelo booking.com e escolhi uma data qualquer em Abril de 2011 para efeito de comparação das tarifas. Todas as tarifas são para quarto duplo, sem café-da-manhã e com cancelamento gratuito:

No primeiro distrito:
- Hotel Am Parkring (4 estrelas) - 146 euros
- Radisson Blue (5 estrelas) - 179 euros
- Vienna Marriot (5 estrelas) - 209 euros
- Hilton (5 estrelas) - 239 euros
- Mercure Wien Zentrum ( 4 estrelas) - 169 euros

No sexto distrito, perto da Mariahilferstrasse que é a rua das lojas:
- NH Hoteles Mariahilferstrasse (4 estrelas) - 110 euros

No segundo distrito, perto do Parque de diversões Prater
- Ibis Wien Messe (3 estrelas) - 90 euros

Essa lista foi somente para efeito comparativo, sendo que os preços mudam diariamente e variam de acordo com feriados e estações do ano.

***********

É isso aí. Se vocês soubessem a lindeza que está a cidade nessa entrada de primavera, arrumariam as malas e voavam para cá imediatamente.

Se alguém quiser saber mais ou algum outro valor que não mencionei é só mandar um comentário que eu incluo na lista.

Bjs

Lu

quinta-feira, 17 de março de 2011

Do que sinto saudades e do que eu gosto

Tem dias que dá vontade de chutar o balde, arrumar as malas e voltar correndo para o Brasil. Nessas horas respiro fundo, tento manter o pouco equilíbrio que me resta e considerar os prós e contras de estar morando em Viena.

Por isso relacionei algumas coisas que me fazem falta e outras que me fazem bem nessa minha temporada européia.

- Do que sinto falta:
1. Dos meus pais, dos meus irmãos, sobrinhos, parentada em geral e amigos.
2. De uma boa faxineira: poderia escrever isso umas 10 vezes para se ter noção de quanto isso representa na minha escala de valores atual.
3. De ter um tempo só para mim: faz tempo que não sei o que é ser um pouco egoísta e pensar só em mim pra variar.
4. De ler: antigamente eu lia uns 50 livros por ano, agora leio uns 3 e olha lá.
5. De almoçar com as minhas amigas.
6. De fazer happy-hour com os meus colegas de trabalho.
7. De ouvir as pessoas falando português do Brasil.
8. De fazer academia.
9. Da pizza e da comida japonesa de São Paulo.
10. De fazer drenagem linfática, ou qualquer outro tipo de massagem.
11. De escutar música no carro em alto e bom som: aqui para manter a tranquilidade da Mariana o rádio só é ligado na Stephans que toca só música clássica.
12. De ter a Neli (minha ex-secretária) para ficar com o Pepe para viajarmos.
13. De ter o que falar, de novidades, de agito, de me sentir um pouco inteligente.

- Das coisas que gosto por estar aqui:
1. Da segurança, da limpeza da cidade, da tranquilidade e do transporte público.
2. De saber que o Serginho tem a oportunidade de estudar em escola internacional e ter a convivência com pessoas do mundo todo.
3. De ter os mercadinhos do lado de casa e poder fazer quase tudo a pé.
4. De ir passear com a Mariana nas lojas à tarde, nem que seja para ver as vitrines.
5. De comer queijo e tomar vinho por preços irrisórios.
6. De andar de carro de luxo: muito provavelmente qualquer taxi que eu resolva pegar será um Mercedes.
7. De estacionar nosso carro da garagem do lado de duas Ferrari e nem achar grande coisa.
8. Da boa vida de expatriada com um RH de empresa sendo responsável pela sua família e pelo seu bem estar.
9. De poder viajar para outros países mais rápido do que iria de Osasco até Guarulhos.
10. De programar as nossas viagens e fazer isso várias vezes ao ano e não só quando EU estivesse em férias.
11. De comprar Loccitane como se estivesse comprando O Boticário ou Avon.
12. De ver as mudanças de estação trazendo um novo ar para a cidade.

E assim vamos seguindo. Daqui a algum tempo a lista se inverterá e aquilo que gosto é o que me fará sentir saudades. Por isso a regra é aproveitar ao máximo e não se deixar abater pela onda de mau humor que tem me tomado nos últimos tempos.

Carpe diem.

Bjs

Lu

domingo, 1 de agosto de 2010

Dicas de Viena - Passeios - Hofburg, Volksgarten e Bundesgarten

O Palácio Hofburg é um dos principais pontos turísticos de Viena. Era o palácio de inverno dos Habsburgo, sendo que o Schonbrunn era o palácio de verão. O palácio é imponente e também é um dos nossos destinos preferidos para passeio, tanto pela fácil localização como pela beleza do local. A origem data do século XII, mas foi constantemente reformado e ampliado até o século XX.

O complexo abriga a Biblioteca Nacional, a escola de equitação, o gabinete do presidente da Austria e obviamente diversos museus.

Para poder mostrar todo o complexo seriam necessárias centenas de fotos, pois para todo lado que você possa olhar existem belas construções e cenários maravilhosos. As fotos que tirei servem apenas para dar uma noção de uma pequena parte da beleza da cidade e especialmente deste local.


Vista de uma parte do Hofburg a partir da Josephsplatz. Nesse local existe ainda parte da ruína onde se encontrava a muralha que cerca o castelo.



Vista do Neue Burg. Essa parte foi uma das últimas a serem contruídas e hoje abriga a Biblioteca Nacional, Kunsthistorisches Museum e o Naturhistorisches Museum.



Pórtico de entrada para a Heldenplatz.



Estátua equestre do imperador Jose II. Ao fundo pode-se perceber as torres da Prefeitura.



Jardim do Volksgarten.



É claro nossa modelo no estilo pedrita desdentada no Volksgarten.



Ainda uma vista do Volksgarten.



Vista de parte do Hofburg a partir do Ring.



Vai um passeio de carruagem? Uma cena muito comum em Viena são as carruagens que levam os turistas, funcionam com um Sightseen mais privado e charmoso.



Entrada do Bundesgarten. Logo na entrada existe a estátua de um dos moradores mais famosos de Viena, Mozart. Esse jardim é muito bonito e grande, com várias fontes e muito gramado.



Gostou? Ainda tem muito mais. Em breve venho com mais dicas e fotos de Viena.

Bjs

Lu

terça-feira, 4 de maio de 2010

O pediatra, o tombo e outras coisitchas...

Oi pessoal

Ontem estivemos no pediatra para que a Mariana pudesse tomar as vacinas que já estavam mais do que atrasadas. Foram 7 vacinas ao mesmo tempo. A segunda dose do Rotavírus que é oral, e pelo jeito ela adora porque se lambuza toda, e as outras 6 (difteria, tétano, coqueluche, hemofilus influenza, paralisia infantil e hepatite B) foram aplicadas numa picada só. Bem diferente do Brasil. Segundo o doutor velhinho ela não vai ter reação adversa, vamos ver, mas até agora realmente ela nãe teve nada. No dia 31 de maio voltaremos para ela tomar a Prevenar e a terceira dose do Rotavirus.

Ela está ótima. Eu tinha sentido que ela teve um pico de crescimento nesse mês porque comprei algumas roupinhas e quando fui colocar não serviram. A 3 dias de fazer 4 meses ela está com 6,920 kg e 63 cm. Nem a bronquite atrapalhou o crescimento e a engorda dela. Ainda continua abaixo do peso do Serginho que com 4 meses tinha 8 quilos, mas acho que está bem grandinha por ser uma menina.

Daí que voltando do médico, fomos fazer a nossa tradicional caminhada de 1 hora, voltamos para casa pegamos o carrinho, o cachorro e o Serginho e fomos no mercado. Aí entra a parte da burrice do dia. Na volta do mercado colocamos as sacolas de compra presas no carrinho e eu vim empurrando ele com a Mariana dentro. Quando estávamos a 1 quadra de casa começou a cair uns pingos de chuva e o Serginho saiu correndo com o cachorro para abrir a porta para mim e eu acelerei o passo. A rua não é uma subida, mas tem uma leve inclinação. É óbvio que com o peso das sacolas, a inclinação e a velocidade o carrinho iria tombar. A unica coisa que consegui fazer foi ficar com o corpo na frente do carrinho para evitar que a Mariana caisse para fora do moisés. O carrinho caiu em cima da minha mão direita e um parafuso que prende o tecido do moisés esmagou o meu dedo do meio (aquele chamado também de pai de todos e usado para fazer um gesto popular de baixo calão, rs). Na hora eu nem senti porque pior do que o meu dedo foi o susto da Mariana e quando olhei que tinha sangue na roupa dela. O sangue era meu, mas até então eu não tinha visto o meu dedo. O Serginho correu e me ajudou a levantar o carrinho que devia estar pesando uns 50 quilos e eu corri para o apartamento para examinar a Mariana. Mas graças a Deus não foi nada. Quer dizer foi meu dedo que está doendo pra cacete. Nunca antes na história desse país eu me machuquei tão feio. Dá até medo de olhar. O Serginho ligou para o pai vir correndo e me levar no hospital, mas eu que tenho horror de hospital tratei de fazer um curativo sozinha. Daqui a pouco vou ver como está essa beleza e se não tiver outro jeito vou procurar o hospital. Agora estou digitando só com o dedo indicador, óteeemo.

As outras coisas são:

1. Ajuda para o Theo. A Aline está passando uma grande dificuldade. O Theo tem sindrome de má absorção do intestino e está precisando de doações para compra de um leite especial que é fornecido pelo governo, porém demora alguns dias para chegar. Eu acompanho o blog da Aline desde que estávamos grávidas e o Theo que agora está com 5 meses pesa um pouco mais de 4 quilos. Quem puder ajudar passe no blog dela pois ela forneceu número de conta bancária e tem uma vakinha que está correndo.

2. Obrigada pelos comentários no último post. Por isso é que eu viciei nessa tal de blogosfera. Vocês são demais. Estou me sentindo muito mais animada e copiando um pouco a Paloma que escreveu sobre dicas de NY, da Carol que dá dicas de Londres, e outras blogueiras, e no comentário da Lia, vou dar dicas para quem vem a turismo ou para morar aqui em Viena. Desde os pontos turísticos, restaurantes, lojas, museus, etc. Talvez eu ainda ache planejamento estratégico mais interessante que algumas obras de arte, mas vamos tentar. É óbvio que não vai ser de uma vez só porque é muita coisa, mas conforme eu for visitando, vou escrevendo. Isso vai ser bom porque tem muito lugar que eu gostaria de ir, mas não tinha achado inspiração e agora ela apareceu. Com isso terei muito assunto tanto para o blog como em casa também. A Iram que já mora em Viena há trocentos anos disse que vai me ajudar, portanto esperem bons posts em breve.

É isso aí pessoal.

Bjs

Lu

domingo, 25 de abril de 2010

Criando filhos na Europa

Oi pessoal

Quando estive no Brasil, mais especificamente no período em que estive hospedada na casa da minha grande amiga Arlete em São Paulo tivemos uma conversa sobre as diferenças entre criar filhos numa grande cidade como São Paulo e criar filhos aqui em Viena. Peço licença para a minha grande amiga, mas vou relatar o que conversamos e as nossas conclusões a respeito disso.

Bom, a questão é a seguinte: quando você mora afastada de todos os seus parentes mais próximos e ainda por cima tem uma barreira de língua, costumes e clima que impedem um contato social mais profundo com as pessoas que te rodeiam, a conclusão é que você vira muito mais intimista do que é e a sua família passa a ser muito mais importante do que você considerava antes. Isso não quer dizer que antes eu não desse o devido valor a minha família (entendendo que o conceito para família nesse sentido é o menor núcleo da casa, no meu caso: eu, marido, Serginho, Mariana e Pepe). Mas que hoje em dia eles são muito mais fundamentais e que estamos muito mais unidos do que antes.

Especificamente no caso do Serginho que já é adolescente, creio que aqui em Viena ele está muito mais "família" do que estaria em São Paulo nessa idade. Um dos fatores é que aqui nós temos que fazer o nosso lazer juntos. Não existe conceito de condomínio com área de lazer e principalmente vizinhos adolescentes próximos. Temos que ir juntos ao restaurante porque não existe tanto delivery (diga-se de passagem: bom) igual a São Paulo. Se ele quer ir a piscina no verão, vamos nas piscinas públicas de Viena. Não existem muitas quadras de futebol com adolescentes jogando então sobra jogar tênis, pois na cidade existem muitas quadras indoor e que só depende de 2 jogadores: pai e filho. Também percebo que o Serginho ainda é bem mais infantil que a maioria dos amigos brasileiros que ele conversa via msn. Praticamente todos já tem namorada, vão para baladas teen, viajam sem os pais de férias, compram Playboy, e pasmem tomam Smirnoff Ice (espero que nenhum esteja fumando).

Nesse sentido o poder público também colabora na educação, pois aqui é impossível comprar bebida, revistas, filmes, seja o lá que for sendo menor de idade. Esses dias atrás pedi para o Serginho passar no caixa de uma loja um DVD de um filme cuja classificação era de 16 anos enquanto ficava com a Mariana do lado de fora e ele não conseguiu comprar. Talvez o que seja mais fácil de comprar sem idade permitida seja cigarro, pois são vendidos em máquinas eletrônicas e talvez até por isso tanta gente fume por aqui (incluindo adolescentes).

Concluindo, até agora estou achando que uma das melhores coisas que aconteceram foi a nossa vinda para cá nessa fase do Serginho. Seja pelas inúmeras oportunidades de conhecer outros países, culturas, esportes, linguas, amigos que com certeza ele não teria no Brasil, mas acima de tudo por ele estar mais ligado conosco e valorizando ainda mais o nosso convívio. Espero que continue assim.

Bjs a todos

Lu

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sessão de fotos e passeios

Oi pessoal

Aproveitando que o sábado foi de muito sol e de temperatura amena (12 graus), saimos para dar uma passeadinha por Viena e tivemos uma idéia de como será linda a nossa primavera por aqui.

Serginho no lugar que foi meu um dia...

O trio de homens da casa em frente a Prefeitura.

Serginho se arriscando na patinação.

Vista da Prefeitura numa tarde muito ensolarada.

Pela primeira vez a Mariana colocou um vestidinho, se bem que ainda com meia calça, mas já achamos lindinha.

Apresentando as mulheres...

A Mariana está a cada dia mais linda.


Olha que carinha!

"Já estou ficando mocinha"

"Chega mãe... estou ficando com sono!"


Bjs a todos.
Lu

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Algumas coisas sobre a Austria (desvantagens)

Oi pessoal

Voltando a falar sobre a Austria porque nem tudo é na vida é perfeito. Os pontos que coloquei abaixo muitas vezes não são problemas no sentido estrito, mas acho que vale saber para quem venha visitar a Austria ou tenha interesse em se mudar para cá.

Solidão. O primeiro problema ou desvantagem de quem mora fora do Brasil (isso vale não só para quem mora na Austria) é o fato de ficar longe da família. Esse eu acho que é grande desafio para quem mora fora. Nós moramos durante 4 anos em São Paulo e também ficávamos sozinhos lá, mas é totalmente diferente. Você sabe que está a algumas horas de carro e que numa emergência estará lá. Aqui estamos a pelo menos 24 horas de viagem, ou até mais dependendo da sorte. Por esse motivo, creio que a oportunidade de morar fora do país tem que ser avaliada muito antes da mudança e que os possíveis beneficios, sejam eles profissionais, pessoais ou emocionais, realmente possam valer a pena.


Clima. Invernos muito rigorosos e verões muito quentes e úmidos. Aqui as estações são muito bem definidas e a temperatura é quase no extremo das pontas. No verão cheguei a pegar 37 graus (não era de sensação térmica não, era de verdade, a sensação deveria ser de uns 40 graus) e agora no inverno a temperatura mínima que nós sentimos foi de -11 graus (acho que com sensação de -16).


Serviços. Tem vários aspectos que são ruins. Primeiro, tudo é muito caro. Esses dias atrás o pneu do nosso carro furou e a concessionária ao invés de consertar, trocou por outro novo. Fica mais barato comprar um novo do que pagar a mão de obra do conserto. Segundo, o cliente nem sempre tem razão. Não pense que as pessoas vão te tratar bem porque você é cliente. Não sei se existe um código de Defesa do Consumidor e é muito bom ficar bem atento ao contratar servicos, pois se você der uma bobeira e não deixar claro todo o tipo de serviço que pretende contratar, muito provavelmente ficará sem. Ex: quando nos mudamos "pensei" que o apartamento seria entregue pintado, pois no contrato temos que devolvê-lo dessa forma, mas segundo a imobiliária eu deveria ter solicitado isso antes e ela recusou-se a pintar o imovel. Os austríacos são pessoas honestas, mas não vai dar um "bobolino" na frente deles porque eles não perdoam.


Mau humor dos austríacos. Não precisa dizer que estou generalizando essa colocação. Muitos austríacos não são mau humorados, mas parecem ser a minoria. As pessoas não sorriem. Todos andam nas ruas com uma aparência de que estão bravos com o mundo, desgostosos com a vida. E parecem infelizes sempre. As vezes fico observando as pessoas no metrô, no supermercado e todas sempre estão com a mesma aparência ou melhor carranca. Talvez seja a ausência do sol.

Falta de grandes redes varejistas no ramo de alimentação. Acima de tudo os austríacos são nacionalistas e portanto, evitam ou recusam os efeitos da globalização (pelo menos nesse sentido). Por exemplo, não existem redes de hipermercados como Carrefour, Wal-Mart, Tesco, etc aqui na Austria. Praticamente em cada esquina você encontra pequenos mercadinhos onde trabalham pouquissimos funcionários. Não existe serviço de empacotador e não pense que a pessoa que trabalha no caixa vai te ajudar a empacotar, pois além de trabalhar no caixa ela também faz a reposição e a limpeza do estabelecimento. Da última vez que estive no Brasil e fui ao supermercado empacotei muito mais rápido que o funcionário e já estou profissa na arte de empacotar.

Comida. Como é de se esperar, quase todos os pratos são servidos com batata. Sendo que os pratos típicos que você vai encontrar em qualquer restaurante em Viena são o Wiener Schnitzel (frango, porco ou bife empanado), Tafelspitz (carne tipo picanha cozida num caldo com legumes) e de sobremesa a famosa Sacher Torte (tipo um bolo de chocolate com cobertura de chocolate, com gosto de chocolate, cara de chocolate e para quem gosta de chocolate, que não é o meu caso). É óbvio que você não vai encontrar toda a variedade de restaurantes que existe em São Paulo, mas existem boas opções. Quanto ao nosso paladar, já sofro muito menos com a falta de produtos brasileiros, e as coisas principais conseguimos encontrar no Naschmarkt que é um mercadão estilo Mercado Municipal de São Paulo só que a céu aberto, ou no Prosi que vende produtos exóticos.

Preço. Viena é uma cidade bem cara. Comparando os preços de restaurantes de Budapeste e de Praga, com certeza você gastará muito mais por aqui. Também por ser uma cidade turística é bom evitar o centro da cidade onde estão localizadas as lojas famosas, a menos que você queira gastar. Existe uma rua de comércio mais popular chamada Mariahilfer, mas que mesmo assim não é barata. As opções mais baratas de lojas de roupas são a C&A, Zara e H&M. Ah e uma coisa que uma turista não pode deixar de visitar e de fazer umas comprinhas é na Swarovski, o orgulho nacional que juntamente com a Red Bull são as marcas austríacas mais famosas. Alias, Red Bull é mais barato aqui do que no Brasil, dãããã...

Bom, esses são os principais pontos que podem ser encarados como desvantagem para se morar aqui. Mas a lista de vantagens e desvantagens não se resume as que eu coloquei. Na medida que for lembrando e acontecendo algo novo vou atualizando.

É isso aí.

Bjs a todos.

Lu

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Algumas coisas sobre a Austria - vantagens (parte I)

Oi pessoal


Hoje falando de uma coisa totalmente fora dos assuntos maternos. Há algum tempo já pensei em falar sobre isso, mas sempre aparece algum outro assunto e deixo para trás meus pensamentos.


Bom, viver fora do país onde nascemos, como tudo na vida tem vantagens e desvantagens. Inegavelmente a Austria e particularmente Viena tem muitas vantagens. Vou falar separadamente sobre os dois lados. Hoje começo com as vantagens.

Primeiro, a qualidade de vida excepcional que os habitantes daqui tem. A malha de metrô da cidade é gigante. Existem algumas estações de metrô que tem a distância de apenas 2 quadras uma da outra, ou seja, praticamente você não precisa caminhar a menos que queira. Isso sem contar os ônibus urbanos e os bondes elétricos que cortam a cidade de ponta a ponta. Isso facilita muito a vida de quem não tem carro. Alías é muito mais fácil andar de transporte público do que de carro por aqui.


Outra vantagem é que a cidade é muito limpa. Bem, agora nessa época de inverno não é bem verdade, mas a culpa não é do poder público e sim dessa lama que acaba virando a neve depois de algum tempo. Existem lixeiras em todas as quadras e sacos para recolher cocô dos cães. Eu não conheço todas as estações de metrô da cidade, mas conheço só uma que é mais suja e que tem drogados, etc. É a estação Karlzplatz que fica bem no centro da cidade com saída para a ópera e que tem ligação com 3 linhas de metrô. As demais se não são exemplos de limpeza, pelo menos não são sujas ao extremo.


Quanto a saúde pública, posso comentar o que vi no hospital. O parto da Mariana foi particular porque nosso seguro de saúde reembolsa, mas a única diferença que observei entre o tratamento dado para nós e para as demais mulheres e crianças foi somente o quarto. Fiquei num quarto individual enquanto que usa o plano de saúde do governo divide o quarto. São até 4 leitos por quarto. Ah, e o plano de saúde público reembolsa parte de despesas com farmácia desde que tenha receita médica.


Tem a segurança pública que é muito boa também. Tem muitos policiais e quando são chamados para alguma ocorrência chegam logo de uma centena juntos. Chega a ser engraçado. As pessoas que moram há mais tempo por aqui dizem que a segurança já não é mais a mesma que a do passado, desde que as fronteiras com o Leste Europeu foram abertas. Mas para mim, me parece ser muito boa, pois raramente ouço falar de algum crime ou roubo (tá certo que minha rede de relacionamentos não é tão extensa assim). Mesmo a questão de violência é bem raro ouvir algum relato (de vez em quando aparece um louco que prende a filha no porão por mais de 20 anos, mas essa é outra história).


Tem também a educação pública. As escolas do governo tem fama de serem muito melhores do que as particulares. Aqui criança não fica fora da escola de jeito algum. Esses tempos atrás recebemos uma notificação em casa para que indicássemos onde o Serginho estava estudando, pois o governo não localizou a matrícula dele nas escolas públicas. Tivemos que enviar para a escola que carimbou e devou o documento diretamente para o orgão competente. Isso porque nem somos cidadãos austríacos e sim temos o visto de moradia e de trabalho.


Outra vantagem é a localização da Austria. Bem no meio da Europa. Fica a 1 hora e meia de voo de Paris, 2 Horas de Londres e Amsterdam. Faz divisa com a Itália, Hungria, Suíça, República Tcheca, Eslováquia, Alemanha, Eslovênia, Croácia, ufa..., ou seja, dá para conhecer uma boa parte da Europa viajando de carro.

Essas para mim são as principais vantagens de se morar por aqui. No próximo post vou falar sobre as desvantagens.

Bjs

Lu

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Como assim?

Oi gente

Tivemos um excelente fim de semana. Como é bom quando a casa fica cheia. Eu já tinha me esquecido disso. Nossa rotina mudou. Fomos passear nos mesmos lugares que antes já fomos, porém agora com uma visão diferente. Afinal de contas não somos mais os turistas e cabe a nós apresentarmos a maravilhosa cidade para os nossos queridos parentes.



O tempo ajudou para quem queria ver a neve e sentir o frio. No sábado nevou muito. Estava muito complicado para sair de dentro de casa. O nosso carro ficou com uma camada de cerca de 10 cm de neve. A temperatura máxima de lá de fora nesse fim de semana foi de -7 e a mínima creio que foi em torno de -13, mas com sensação térmica de bem menos. Os meus sobrinhos são bem magrinhos e não tem quase uma proteção térmica muscular para suportar o frio, e como sofreram. As mãos deles quase congelaram mesmo com luva, casaco, touca, cachecol e tudo o mais. O Serginho não sente muito frio até porque ainda tem um estoque de gordurinha localizada, herança de SP, e tenho que ficar brigando para ele colocar mais roupa do que o normal. Mas entre friorentos e calorentos, todos aproveitaram no final.

Nós três no Palácio de Hofburg.


Hoje o Serginho e as visitas foram para Paris e voltam na próxima quinta, véspera de Natal. Bem que gostaria muito de ir junto, mas nessa altura da gravidez não rola. A casa voltou ao silencio habitual que só é interrompido pela ronco do Pepe que dorme o dia todo. Aliás, coitado desse cão. Saí com ele ontem de manhã para dar a nossa tradicional voltinha na praça. Coloquei roupa e sapatos de neve nele para proteger o frio. A primeira reação dele foi pular na neve e se atolar. Quando andamos 3 quadras a perna dele começou a travar e ele não conseguia andar mais. Acho que começou a congelar as perninhas. Tive que carregar ele de volta no colo, tentando aquecer o bichinho. Resultado da nossa frustada voltinha: minhas costas quase arrebentadas (afinal ele está com 11 quilos, mais os meus recém adquiridos), contrações super doloridas e a promessa de só sair com ele quando a neve derreter um pouco.


E pra finalizar, a última novidade. Acabei de perder o meu calcanhar. Agora as minhas pernas se encaixam no pés gordos sem auxilio de ossos, tendões, etc. Ficou uma massa só. Quem disse que no inverno a gente não incha.


Bjs a todos.


Luciana

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mudança de vida


Hoje vou contar a história de como viemos parar em Viena e o rumo que a minha vida tomou nesse último ano.

Meu marido trabalha em uma empresa brasileira que possui diversos escritórios e filiais ao redor do mundo. Há cerca de 5 anos, ele foi transferido para a área de Mercado Externo e desde então tem viajado para as mais diversas localidades onde os escritórios estão localizados. Sempre sabíamos que uma hora ou outra poderia surgir a oportunidade de sermos expatriados, só não sabíamos para onde e quando.

Sou formada em Direito pela Universidade Estadual de Ponta Grossa no Paraná. Um dia ainda vou escrever um post contando da minha saga enquanto estudante, trabalhadora, mãe e dona-de-casa desse período mais negro da minha vida, mas ainda assim talvez um dos mais divertidos. Sempre gostei muito de estudar e também sempre tive muita sorte. Fiz uma faculdade pública, de excelente qualidade e dois MBA´s (um na FGV em Curitiba e outro no IBMEC em SP) que foram bancados pelas empresas em que eu trabalhava na ocasião. Apesar de formada em direito nunca trabalhei como advogada, pois iniciei a faculdade no mesmo período que me chamaram num concurso público que eu havia passado para trabalhar em um banco. E depois de você ter a sua própria renda fica complicado iniciar do zero, principalmente se considerarmos que nessa época eu morava em Castro, uma cidade com 65 mil habitantes. E outra porque sempre amei trabalhar em banco ( confesso sou masoquista , rs!). Comecei naquele banco público no cargo de escriturário e depois de 4 diferentes bancos e algumas mudanças de cidade terminei como gerente geral numa agencia da Vila Olimpia em SP.

Não precisa dizer o quanto eu fui feliz como profissional. Trabalhei com pessoas incríveis, outras nem tanto. Tive chefes inspiradores e outros emburrecedores (não sei se essa palavra existe, mas acho que dá para entender o sentido). Tive colegas de trabalho em quem me inspirei para fazer meu papel de uma forma melhor. Passei por quase todo tipo de situação estressante que se possa imaginar. Já tive funcionários maravilhosos que mereceriam de minha parte um post inteiro só para descrever o quanto aprendi com eles e como eles me formaram uma gerente geral. Tenho muitas saudades do convívio e do aprendizado diário com todos esses meus amigos que ficaram no Brasil. Ah, também tenho muitas saudades de usar meus terninhos e sapatos de salto e bico fino que estão todos guardados no guarda-roupa em Viena. Nem sei porque eu os trouxe. Acho que é para ficar admirando como se fossem fotos de um tempo não muito antigo.

No dia 24 de outubro do ano passado, meu então diretor, me chamou e disse que estaria me transferindo de uma agencia na Av. Morumbi (que eu havia passados os últimos 2 anos e meio) para a ag. da Vila Olimpia que na época era uma das 10 maiores da nossa região. Era uma agencia com um time formado e redondo. Gente nova numa média de 25 anos, com gás e vontade de crescer. Eu sempre falo que os nossos pensamentos tem poder. Logo que comecei a trabalhar nesse ultimo banco, fui visitar a agencia da V.O., pois a querida gerente que lá trabalhava era reconhecida como uma das melhores da região. Assim que entrei tive a certeza de que um dia eu estaria ali, comandando aquela turma. Amei de cara!

Pois bem, por volta do dia 15 de Dezembro, meu marido me liga na agencia e fala que ouviu nos bastidores que ele receberia uma proposta de mudança para o escritório de Viena. Imediatamente eu disse: "vamos sair para jantar fora e comemorar". Não pensei num minuto sequer de que teria que abrir mão da minha vida profissional, dos meus amigos, dos meus parentes e da vida que eu conhecia. Eu sou do tipo de pessoa que precisa de mudança e desafio constante. Sem eles eu fico depressiva. Quer um desafio maior do que mudar a sua vida e se adaptar a ser dona-de-casa, algo que eu nunca fui? Tá certo que a Mariana veio em boa hora, senão já estaria entediada com essa vida de faxina e de cozinha. Mas com certeza tenho muitas coisas para aprender ainda e muitos desafios a vencer aqui na Austria. Um deles será aprender a falar alemão. Outro será passar um inverno inteiro por aqui e ter animo para sair da cama.

Pedi minha demissão em 20 de janeiro de 2009, ou seja, depois de quase 9 meses já estou quase parindo minha vida de mulher desempregada.

Passamos o mês de fevereiro em Viena para procurar escola e apartamento e nos mudamos definitivamente em 20 de março. No início de abril fiquei grávida.

Eu costumo tentar adivinhar o que estarei fazendo daqui a um ano. E quase todo ano tenho uma surpresa. O que será que o futuro me reserva para outubro de 2010? Acompanhe o blog e vamos saber juntos.

Bjs a todos.

Lu

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Desespero de uma mae

Calma, calma. Esse post nao é nenhuma história horripilante. É só para destacar mais uma vez como uma grávida consegue fazer uma tempestade num copo d´agua. Ai, esses hormonios!!!

Fiquei um tempao pensando sobre o que iria falar no meu primeiro post no blog: parto, mudanca para a Europa, filhos, amamentacao, pre-natal, historinhas divertidas... que nada! Ontem a minha inspiracao apareceu.

Sempre gostei muito de escrever e relutei bastante em ter um blog porque acho um tanto invasivo. Como uma boa canceriana nao sei separar ao certo a razao da emocao e temo que no blog acabe colocando mais emocao do que deveria e me expondo para o mundo dessa forma. Vou tentar me controlar e seguir meu coracao. Seja o que Deus quiser!

Bem... deixando de lado esse bla, bla, bla, vamos a historia.

Eu tenho um filho de 13 anos que sempre se comportou direitinho. Tem as suas birras de teenager, mas no geral é um menino comportado e responsável. Sempre recebo muitos elogios de outras pessoas quando o conhecem falando que o acham muito adulto para a idade. Sempre foi assim. Já estou até mal acostumada.

Estamos morando em Viena na Austria ha cerca de 6 meses. E como vim parar aqui, sera um assunto para outro post. A cidade eh maravilhosa. Dizem que eh a primeira em qualidade de vida do mundo, outros dizem que perde para Zurique. Sendo primeira ou segunda nao importa. A verdade eh que eh muito diferente do Brasil sim. Eu que sai de Sampa e cai diretamente em Viena, levei um susto. Uma coisa que seria impensável em Sao Paulo, seria o meu filho ir para a escola de metro ou de onibus sozinho. Primeiro porque nao existe linha de metro proximo do nosso apartamento e outra por causa da seguranca. Desde que nos mudamos para Sao Paulo, contratamos o transporte indicado pela escola que passava na porta do condominio, deixava dentro da escola e de lá ele nao saía porque a sua carterinha nao permitia a saída sem os pais, a nao ser que fosse pelo transporte escolar.

Aqui em Viena, desde o segundo dia de aula ele comecou a pegar o metro, que aqui se chama U-ban, e sempre sozinho. É incrivel porque vc olha nas ruas e tem varias criancas de 5 ou 6 anos que vao sozinhas para a escola. Ontem, proximo aqui de casa vi dois pequeninos com as mochilas nas costas voltando da escola, e detalhe, o mais velho, um menininho, tinha no maximo uns 6 anos e estava de maos dadas com a irmazinha que tinha uns 3 anos. Dois toquinhos falando em alemao, super alegrinhos e SOZINHOS. Eu uma mae hiper, mega protetora, jamais deixaria dois filhos nessa idade andando sozinhos, nem que seja em Viena.

Voltando.... sempre que algo nao permitisse que o meu pequeno (que ja tem a minha altura) chegasse na hora marcada em casa, ele sempre ligava avisando, e se estivesse sem o celular, emprestava de um colega, dava um jeito. Ontem foi diferente. A aula dele termina as 15:15 hs. Considerando o tempo de metro e o pouquinho que ele tem que caminhar da escola ate a estacao e da estacao ate o apartamento, no maximo ele leva 30 minutos. Ou seja, 15:45 hs ele esta em casa. Ontem, deu 16:00 , 16: 15, 16:30 e nada. Justamente ontem o celular dele havia ficado em casa porque estava sem bateria e ele deixou para carregar. E eu ficando cada vez mais nervosa. Liguei para o maridao que veio correndo para casa, mais preocupado com o meu choro do que tinha realmente acontecido. Afinal de contas, como diz ele, isso eh coisa de moleque.
Enquanto isso pedi para uma amiga que estava indo na escola pegar a filha para dar uma olhada se ele estava por la e liguei para a escola para confirmar se ele esteve presente nas aulas. A escola é internacional e a lingua oficial é ingles, porque nas escolas locais na idade dele sem falar uma palavra em alemao seria impossivel para acompanhar as materias. Meu ingles é razoavel. Consigo me comunicar bem por aqui e intensifiquei as aulas logo que cheguei, pois é a unica linguagem possivel de me comunicar em Viena, ja que alemao... (isso eh para outro post).
Acho que eu parecia uma louca que tentava falar em ingles e nao sabia se desistia e chorava.

Enfim a escola foi o maximo, as secretárias que atendem no secundary office sao excepcionalmente gentis. Me perguntaram quem eram os amigos dele e eu so sabia o nome porque sobrenome é impossivel lembrar de cabeca. Fui falando e elas localizando na lista da grade 8. Pediram meu telefone e disseram que ja me ligariam de volta. Uns 5 minutos depois, me liga a secretária e informa que o meu pequeno esta com o Bob (quem seria Bob???) no BurguerKing. Me passaram o celular do menino e pediram para ficar calma. Liguei e pedi para transferirem para o safado que calmamente me informou que ja estava entrando no metro de volta para casa. Quando eu questionei porque ele nao havia me avisado, simplesmente ele me responde: "Mae, eu avisei. Eu te mandei um email, vc nao viu?" Ok, mae das cavernas. Da proxima vez lembre que o celular nao eh o unico meio de comunicacao, ta bem?


PS: Lei do blog, esta abolido o uso de acentos, e c cedilha ja que a mae das cavernas nao sabe colocar no teclado globalizado.