quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Voltei para falar dela - a neve
Brasil - Ja fui, ja voltei e daqui a pouco vou de novo. As passagens para fins de junho ja foram compradas com retorno so em Agosto... Uhhuuuu... Quem disse que nao da para viver o ano inteiro no inverno? Provaremos o contrario, se sobrevivermos, eh claro.
Dieta: perdi quase 5 quilos e ganhei mais auto estima. Quem me segura agora?
Mariana: passou 40 dias no Brasil a base de mamadeira, carne e tomate. Quem disse que aceita mais alguma coisa diferente? Entrei para o rol das maes que tem filhos que nao comem. A cada dia luto um pouquinho mais para que ela volte a se alimentar adequadamente. Um passo de cada vez, mas estamos no caminho. E para quem provou pela primeira vez pirulito e bala no Brasil, foi uma imensa surpresa descobrir que isso so tem no Brasil. Em Viena nao tem (a mae nao compra).
Serginho: esta calcando 43 (do Brasil), aqui seria 45, esta com mais de 1,80 m e junto com o seu crescimento absurdo dos ultimos meses surgiu uma imensa vontade de se achar adulto e dono do proprio nariz. Aos 15 anos.
Viena: as pessoas daqui acham que eu so gosto do Brasil e nao valorizo as coisas austriacas. No Brasil acham que virei austriaca e metida. Alguem pode me situar por favor?
Bom, mas o proposito era falar da neve, ne? Entao, o que acontece eh que estava todo mundo reclamando que o inverno desse ano estava sendo um fiasco. Ate a pista de patinacao que todo ano abre na Rathaus logo apos as feirinhas de Natal, esse ano so iniciou por volta do dia 20 de janeiro. Antes derreteria tudo porque a temperatura estava sempre por volta dos 5, ou 6 graus Celsius. Eu acompanhei do Brasil a temperatura diariamente aqui de Viena e quando via que nao estava frio, me jogava contra a parede, me chamava de lagartixa e morria de odio. Eu ja sabia que o pior ainda estava por vir.
E veio. O problema que a onda de frio siberiano chegou sem neve em Viena. Um tempo absolutamente seco, mais frio do que o freezer aqui de casa e extremamente desconfortavel. Eu nao sou de ficar reclamando do frio, ate porque suporto -10 em Viena do que 35 na casa da sogra. O problema eh que ficou muitos dias com medias bem abaixo dos -10 e so essa semana comecamos a ter expectativas melhores com a temperatura. E junto com as nossas expectativas otimistas surgiu ela. A esperada. A maravilhosa. A senhora Neve.
E nao adianta porque posso morar 300 anos em Viena e sempre vou me emocionar quando vejo a neve caindo. Adoro.
Por isso, para o deleite e para refrescar quem esta assando no calor tropical, seguem fotos fresquinhas da nossa amada.
Saudades de voces. E obrigada por todos os recadinhos carinhosos.
Lu
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Demorou, mas chegou!!!
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| Imagem daqui |
Foi só falar que o verão desse ano estava fracote que ele resolver surgir na sua forma mais cruel....
Imaginem o que aconteceria se fizesse zero grau no Rio de Janeiro? Com certeza seria um caos, não é mesmo? Pessoas passando mal por causa do frio, isso sem contar que alguns poderiam até falecer. As pessoas não estariam preparadas para esse suposto frio, as casas não seriam apropriadas para reter o calor e todo mundo ficaria reclamando.
É exatamente o que acontece por aqui com esse calor todo. As casas retem calor por isso viram verdadeiros fornos. Ter ar condicionado é raro, afinal de contas ele é usado poucas vezes no ano. O barulho das sirenes das ambulâncias tentando socorrer quem está passando mal é uma constante, lembrando que existem muitos idosos e que sofrem ainda mais com esse calorão todo.
Não é uma reclamação minha, longe disso, mas nessas horas duvido que não tenha alguém sentindo saudade do inverno.
Bjs acalorados
Lu
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Sessão de tortura ali ao lado
Só que há alguns dias senti que uma restauração trincou e não daria para esperar até o fim do ano para resolver no Brasil. Daí que descobri uma dentista brasileira aqui em Viena. Mais ou menos como achar água no deserto. E lá fui eu para a consulta.
Como seria de se esperar de uma dentista, a delicadeza em pessoa. Super gentil, resolveu na hora o problema e aparentemente com um serviço bem feito.
Só que enquanto ela cuidava de mim eu ouvia os pacientes dos consultórios ao lado. Primeiro ouvi a voz de homem gritando. Pense num grito de dor. E o grito persistia, não era um gritinho tipo AI não. Ele berrava.
De repente parou. Daí escuto uma voz de mulher gemendo, gemendo até começar a berrar. Pára. Volta para o homem, grita mais. E eu com a boca imobilizada sem poder perguntar o que era aquilo.
Assim que consegui perguntei o que estava acontecendo ao lado. A dentista então me contou que a grande maioria dos tratamentos dentários daqui são feitos sem anestesia. O plano de saúde público só libera anestesia para casos de extração ou tratamento de canal. Para restaurações normais o cliente tem que pagar particular sendo que custa 18 euros. Porém não basta querer pagar. O problema é que a maioria dos dentistas não aceita fazer com anestesia. Porque para isso ele tem que esperar um tempo maior e a grande maioria atende 2 pacientes por vez e não pode perder tempo aguardando aanestesia fazer efeito. É claro que existem consultórios que atendem um paciente por vez, mas não são a regra como no Brasil. E obviamente são muito mais caros.
E além do que me pareceu que os pacientes foram tratados com mão de ferro. Por isso a necessidade de trocar de consultório para dar tempo do paciente respirar enquanto a tortura começava no vizinho.
Estou pensando em fazer um sorteio no blog: tratamento completo de dentes aqui na Áustria. Será que vai ter alguém interessado?
Bjs
Lu
sexta-feira, 25 de março de 2011
O preço das coisas em Viena
quinta-feira, 17 de março de 2011
Do que sinto saudades e do que eu gosto
domingo, 1 de agosto de 2010
Dicas de Viena - Passeios - Hofburg, Volksgarten e Bundesgarten
O complexo abriga a Biblioteca Nacional, a escola de equitação, o gabinete do presidente da Austria e obviamente diversos museus.
Para poder mostrar todo o complexo seriam necessárias centenas de fotos, pois para todo lado que você possa olhar existem belas construções e cenários maravilhosos. As fotos que tirei servem apenas para dar uma noção de uma pequena parte da beleza da cidade e especialmente deste local.
Vista de uma parte do Hofburg a partir da Josephsplatz. Nesse local existe ainda parte da ruína onde se encontrava a muralha que cerca o castelo.
Vista do Neue Burg. Essa parte foi uma das últimas a serem contruídas e hoje abriga a Biblioteca Nacional, Kunsthistorisches Museum e o Naturhistorisches Museum.
Pórtico de entrada para a Heldenplatz.
Estátua equestre do imperador Jose II. Ao fundo pode-se perceber as torres da Prefeitura.
Jardim do Volksgarten.
É claro nossa modelo no estilo pedrita desdentada no Volksgarten.
Ainda uma vista do Volksgarten.
Vista de parte do Hofburg a partir do Ring.
Vai um passeio de carruagem? Uma cena muito comum em Viena são as carruagens que levam os turistas, funcionam com um Sightseen mais privado e charmoso.
Entrada do Bundesgarten. Logo na entrada existe a estátua de um dos moradores mais famosos de Viena, Mozart. Esse jardim é muito bonito e grande, com várias fontes e muito gramado.
Gostou? Ainda tem muito mais. Em breve venho com mais dicas e fotos de Viena.
Bjs
Lu
terça-feira, 4 de maio de 2010
O pediatra, o tombo e outras coisitchas...
Ontem estivemos no pediatra para que a Mariana pudesse tomar as vacinas que já estavam mais do que atrasadas. Foram 7 vacinas ao mesmo tempo. A segunda dose do Rotavírus que é oral, e pelo jeito ela adora porque se lambuza toda, e as outras 6 (difteria, tétano, coqueluche, hemofilus influenza, paralisia infantil e hepatite B) foram aplicadas numa picada só. Bem diferente do Brasil. Segundo o doutor velhinho ela não vai ter reação adversa, vamos ver, mas até agora realmente ela nãe teve nada. No dia 31 de maio voltaremos para ela tomar a Prevenar e a terceira dose do Rotavirus.
Ela está ótima. Eu tinha sentido que ela teve um pico de crescimento nesse mês porque comprei algumas roupinhas e quando fui colocar não serviram. A 3 dias de fazer 4 meses ela está com 6,920 kg e 63 cm. Nem a bronquite atrapalhou o crescimento e a engorda dela. Ainda continua abaixo do peso do Serginho que com 4 meses tinha 8 quilos, mas acho que está bem grandinha por ser uma menina.
Daí que voltando do médico, fomos fazer a nossa tradicional caminhada de 1 hora, voltamos para casa pegamos o carrinho, o cachorro e o Serginho e fomos no mercado. Aí entra a parte da burrice do dia. Na volta do mercado colocamos as sacolas de compra presas no carrinho e eu vim empurrando ele com a Mariana dentro. Quando estávamos a 1 quadra de casa começou a cair uns pingos de chuva e o Serginho saiu correndo com o cachorro para abrir a porta para mim e eu acelerei o passo. A rua não é uma subida, mas tem uma leve inclinação. É óbvio que com o peso das sacolas, a inclinação e a velocidade o carrinho iria tombar. A unica coisa que consegui fazer foi ficar com o corpo na frente do carrinho para evitar que a Mariana caisse para fora do moisés. O carrinho caiu em cima da minha mão direita e um parafuso que prende o tecido do moisés esmagou o meu dedo do meio (aquele chamado também de pai de todos e usado para fazer um gesto popular de baixo calão, rs). Na hora eu nem senti porque pior do que o meu dedo foi o susto da Mariana e quando olhei que tinha sangue na roupa dela. O sangue era meu, mas até então eu não tinha visto o meu dedo. O Serginho correu e me ajudou a levantar o carrinho que devia estar pesando uns 50 quilos e eu corri para o apartamento para examinar a Mariana. Mas graças a Deus não foi nada. Quer dizer foi meu dedo que está doendo pra cacete. Nunca antes na história desse país eu me machuquei tão feio. Dá até medo de olhar. O Serginho ligou para o pai vir correndo e me levar no hospital, mas eu que tenho horror de hospital tratei de fazer um curativo sozinha. Daqui a pouco vou ver como está essa beleza e se não tiver outro jeito vou procurar o hospital. Agora estou digitando só com o dedo indicador, óteeemo.
As outras coisas são:
1. Ajuda para o Theo. A Aline está passando uma grande dificuldade. O Theo tem sindrome de má absorção do intestino e está precisando de doações para compra de um leite especial que é fornecido pelo governo, porém demora alguns dias para chegar. Eu acompanho o blog da Aline desde que estávamos grávidas e o Theo que agora está com 5 meses pesa um pouco mais de 4 quilos. Quem puder ajudar passe no blog dela pois ela forneceu número de conta bancária e tem uma vakinha que está correndo.
2. Obrigada pelos comentários no último post. Por isso é que eu viciei nessa tal de blogosfera. Vocês são demais. Estou me sentindo muito mais animada e copiando um pouco a Paloma que escreveu sobre dicas de NY, da Carol que dá dicas de Londres, e outras blogueiras, e no comentário da Lia, vou dar dicas para quem vem a turismo ou para morar aqui em Viena. Desde os pontos turísticos, restaurantes, lojas, museus, etc. Talvez eu ainda ache planejamento estratégico mais interessante que algumas obras de arte, mas vamos tentar. É óbvio que não vai ser de uma vez só porque é muita coisa, mas conforme eu for visitando, vou escrevendo. Isso vai ser bom porque tem muito lugar que eu gostaria de ir, mas não tinha achado inspiração e agora ela apareceu. Com isso terei muito assunto tanto para o blog como em casa também. A Iram que já mora em Viena há trocentos anos disse que vai me ajudar, portanto esperem bons posts em breve.
É isso aí pessoal.
Bjs
Lu
domingo, 25 de abril de 2010
Criando filhos na Europa
Quando estive no Brasil, mais especificamente no período em que estive hospedada na casa da minha grande amiga Arlete em São Paulo tivemos uma conversa sobre as diferenças entre criar filhos numa grande cidade como São Paulo e criar filhos aqui em Viena. Peço licença para a minha grande amiga, mas vou relatar o que conversamos e as nossas conclusões a respeito disso.
Bom, a questão é a seguinte: quando você mora afastada de todos os seus parentes mais próximos e ainda por cima tem uma barreira de língua, costumes e clima que impedem um contato social mais profundo com as pessoas que te rodeiam, a conclusão é que você vira muito mais intimista do que é e a sua família passa a ser muito mais importante do que você considerava antes. Isso não quer dizer que antes eu não desse o devido valor a minha família (entendendo que o conceito para família nesse sentido é o menor núcleo da casa, no meu caso: eu, marido, Serginho, Mariana e Pepe). Mas que hoje em dia eles são muito mais fundamentais e que estamos muito mais unidos do que antes.
Especificamente no caso do Serginho que já é adolescente, creio que aqui em Viena ele está muito mais "família" do que estaria em São Paulo nessa idade. Um dos fatores é que aqui nós temos que fazer o nosso lazer juntos. Não existe conceito de condomínio com área de lazer e principalmente vizinhos adolescentes próximos. Temos que ir juntos ao restaurante porque não existe tanto delivery (diga-se de passagem: bom) igual a São Paulo. Se ele quer ir a piscina no verão, vamos nas piscinas públicas de Viena. Não existem muitas quadras de futebol com adolescentes jogando então sobra jogar tênis, pois na cidade existem muitas quadras indoor e que só depende de 2 jogadores: pai e filho. Também percebo que o Serginho ainda é bem mais infantil que a maioria dos amigos brasileiros que ele conversa via msn. Praticamente todos já tem namorada, vão para baladas teen, viajam sem os pais de férias, compram Playboy, e pasmem tomam Smirnoff Ice (espero que nenhum esteja fumando).
Nesse sentido o poder público também colabora na educação, pois aqui é impossível comprar bebida, revistas, filmes, seja o lá que for sendo menor de idade. Esses dias atrás pedi para o Serginho passar no caixa de uma loja um DVD de um filme cuja classificação era de 16 anos enquanto ficava com a Mariana do lado de fora e ele não conseguiu comprar. Talvez o que seja mais fácil de comprar sem idade permitida seja cigarro, pois são vendidos em máquinas eletrônicas e talvez até por isso tanta gente fume por aqui (incluindo adolescentes).
Concluindo, até agora estou achando que uma das melhores coisas que aconteceram foi a nossa vinda para cá nessa fase do Serginho. Seja pelas inúmeras oportunidades de conhecer outros países, culturas, esportes, linguas, amigos que com certeza ele não teria no Brasil, mas acima de tudo por ele estar mais ligado conosco e valorizando ainda mais o nosso convívio. Espero que continue assim.
Bjs a todos
Lu
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Sessão de fotos e passeios
Aproveitando que o sábado foi de muito sol e de temperatura amena (12 graus), saimos para dar uma passeadinha por Viena e tivemos uma idéia de como será linda a nossa primavera por aqui.
Serginho no lugar que foi meu um dia...
O trio de homens da casa em frente a Prefeitura.
Serginho se arriscando na patinação.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Algumas coisas sobre a Austria (desvantagens)
Voltando a falar sobre a Austria porque nem tudo é na vida é perfeito. Os pontos que coloquei abaixo muitas vezes não são problemas no sentido estrito, mas acho que vale saber para quem venha visitar a Austria ou tenha interesse em se mudar para cá.
Solidão. O primeiro problema ou desvantagem de quem mora fora do Brasil (isso vale não só para quem mora na Austria) é o fato de ficar longe da família. Esse eu acho que é grande desafio para quem mora fora. Nós moramos durante 4 anos em São Paulo e também ficávamos sozinhos lá, mas é totalmente diferente. Você sabe que está a algumas horas de carro e que numa emergência estará lá. Aqui estamos a pelo menos 24 horas de viagem, ou até mais dependendo da sorte. Por esse motivo, creio que a oportunidade de morar fora do país tem que ser avaliada muito antes da mudança e que os possíveis beneficios, sejam eles profissionais, pessoais ou emocionais, realmente possam valer a pena.
Clima. Invernos muito rigorosos e verões muito quentes e úmidos. Aqui as estações são muito bem definidas e a temperatura é quase no extremo das pontas. No verão cheguei a pegar 37 graus (não era de sensação térmica não, era de verdade, a sensação deveria ser de uns 40 graus) e agora no inverno a temperatura mínima que nós sentimos foi de -11 graus (acho que com sensação de -16).
Serviços. Tem vários aspectos que são ruins. Primeiro, tudo é muito caro. Esses dias atrás o pneu do nosso carro furou e a concessionária ao invés de consertar, trocou por outro novo. Fica mais barato comprar um novo do que pagar a mão de obra do conserto. Segundo, o cliente nem sempre tem razão. Não pense que as pessoas vão te tratar bem porque você é cliente. Não sei se existe um código de Defesa do Consumidor e é muito bom ficar bem atento ao contratar servicos, pois se você der uma bobeira e não deixar claro todo o tipo de serviço que pretende contratar, muito provavelmente ficará sem. Ex: quando nos mudamos "pensei" que o apartamento seria entregue pintado, pois no contrato temos que devolvê-lo dessa forma, mas segundo a imobiliária eu deveria ter solicitado isso antes e ela recusou-se a pintar o imovel. Os austríacos são pessoas honestas, mas não vai dar um "bobolino" na frente deles porque eles não perdoam.
Mau humor dos austríacos. Não precisa dizer que estou generalizando essa colocação. Muitos austríacos não são mau humorados, mas parecem ser a minoria. As pessoas não sorriem. Todos andam nas ruas com uma aparência de que estão bravos com o mundo, desgostosos com a vida. E parecem infelizes sempre. As vezes fico observando as pessoas no metrô, no supermercado e todas sempre estão com a mesma aparência ou melhor carranca. Talvez seja a ausência do sol.
Falta de grandes redes varejistas no ramo de alimentação. Acima de tudo os austríacos são nacionalistas e portanto, evitam ou recusam os efeitos da globalização (pelo menos nesse sentido). Por exemplo, não existem redes de hipermercados como Carrefour, Wal-Mart, Tesco, etc aqui na Austria. Praticamente em cada esquina você encontra pequenos mercadinhos onde trabalham pouquissimos funcionários. Não existe serviço de empacotador e não pense que a pessoa que trabalha no caixa vai te ajudar a empacotar, pois além de trabalhar no caixa ela também faz a reposição e a limpeza do estabelecimento. Da última vez que estive no Brasil e fui ao supermercado empacotei muito mais rápido que o funcionário e já estou profissa na arte de empacotar.
Comida. Como é de se esperar, quase todos os pratos são servidos com batata. Sendo que os pratos típicos que você vai encontrar em qualquer restaurante em Viena são o Wiener Schnitzel (frango, porco ou bife empanado), Tafelspitz (carne tipo picanha cozida num caldo com legumes) e de sobremesa a famosa Sacher Torte (tipo um bolo de chocolate com cobertura de chocolate, com gosto de chocolate, cara de chocolate e para quem gosta de chocolate, que não é o meu caso). É óbvio que você não vai encontrar toda a variedade de restaurantes que existe em São Paulo, mas existem boas opções. Quanto ao nosso paladar, já sofro muito menos com a falta de produtos brasileiros, e as coisas principais conseguimos encontrar no Naschmarkt que é um mercadão estilo Mercado Municipal de São Paulo só que a céu aberto, ou no Prosi que vende produtos exóticos.
Preço. Viena é uma cidade bem cara. Comparando os preços de restaurantes de Budapeste e de Praga, com certeza você gastará muito mais por aqui. Também por ser uma cidade turística é bom evitar o centro da cidade onde estão localizadas as lojas famosas, a menos que você queira gastar. Existe uma rua de comércio mais popular chamada Mariahilfer, mas que mesmo assim não é barata. As opções mais baratas de lojas de roupas são a C&A, Zara e H&M. Ah e uma coisa que uma turista não pode deixar de visitar e de fazer umas comprinhas é na Swarovski, o orgulho nacional que juntamente com a Red Bull são as marcas austríacas mais famosas. Alias, Red Bull é mais barato aqui do que no Brasil, dãããã...
Bom, esses são os principais pontos que podem ser encarados como desvantagem para se morar aqui. Mas a lista de vantagens e desvantagens não se resume as que eu coloquei. Na medida que for lembrando e acontecendo algo novo vou atualizando.
É isso aí.
Bjs a todos.
Lu
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Algumas coisas sobre a Austria - vantagens (parte I)
Hoje falando de uma coisa totalmente fora dos assuntos maternos. Há algum tempo já pensei em falar sobre isso, mas sempre aparece algum outro assunto e deixo para trás meus pensamentos.
Bom, viver fora do país onde nascemos, como tudo na vida tem vantagens e desvantagens. Inegavelmente a Austria e particularmente Viena tem muitas vantagens. Vou falar separadamente sobre os dois lados. Hoje começo com as vantagens.
Primeiro, a qualidade de vida excepcional que os habitantes daqui tem. A malha de metrô da cidade é gigante. Existem algumas estações de metrô que tem a distância de apenas 2 quadras uma da outra, ou seja, praticamente você não precisa caminhar a menos que queira. Isso sem contar os ônibus urbanos e os bondes elétricos que cortam a cidade de ponta a ponta. Isso facilita muito a vida de quem não tem carro. Alías é muito mais fácil andar de transporte público do que de carro por aqui.
Outra vantagem é que a cidade é muito limpa. Bem, agora nessa época de inverno não é bem verdade, mas a culpa não é do poder público e sim dessa lama que acaba virando a neve depois de algum tempo. Existem lixeiras em todas as quadras e sacos para recolher cocô dos cães. Eu não conheço todas as estações de metrô da cidade, mas conheço só uma que é mais suja e que tem drogados, etc. É a estação Karlzplatz que fica bem no centro da cidade com saída para a ópera e que tem ligação com 3 linhas de metrô. As demais se não são exemplos de limpeza, pelo menos não são sujas ao extremo.
Quanto a saúde pública, posso comentar o que vi no hospital. O parto da Mariana foi particular porque nosso seguro de saúde reembolsa, mas a única diferença que observei entre o tratamento dado para nós e para as demais mulheres e crianças foi somente o quarto. Fiquei num quarto individual enquanto que usa o plano de saúde do governo divide o quarto. São até 4 leitos por quarto. Ah, e o plano de saúde público reembolsa parte de despesas com farmácia desde que tenha receita médica.
Tem a segurança pública que é muito boa também. Tem muitos policiais e quando são chamados para alguma ocorrência chegam logo de uma centena juntos. Chega a ser engraçado. As pessoas que moram há mais tempo por aqui dizem que a segurança já não é mais a mesma que a do passado, desde que as fronteiras com o Leste Europeu foram abertas. Mas para mim, me parece ser muito boa, pois raramente ouço falar de algum crime ou roubo (tá certo que minha rede de relacionamentos não é tão extensa assim). Mesmo a questão de violência é bem raro ouvir algum relato (de vez em quando aparece um louco que prende a filha no porão por mais de 20 anos, mas essa é outra história).
Tem também a educação pública. As escolas do governo tem fama de serem muito melhores do que as particulares. Aqui criança não fica fora da escola de jeito algum. Esses tempos atrás recebemos uma notificação em casa para que indicássemos onde o Serginho estava estudando, pois o governo não localizou a matrícula dele nas escolas públicas. Tivemos que enviar para a escola que carimbou e devou o documento diretamente para o orgão competente. Isso porque nem somos cidadãos austríacos e sim temos o visto de moradia e de trabalho.
Outra vantagem é a localização da Austria. Bem no meio da Europa. Fica a 1 hora e meia de voo de Paris, 2 Horas de Londres e Amsterdam. Faz divisa com a Itália, Hungria, Suíça, República Tcheca, Eslováquia, Alemanha, Eslovênia, Croácia, ufa..., ou seja, dá para conhecer uma boa parte da Europa viajando de carro.
Essas para mim são as principais vantagens de se morar por aqui. No próximo post vou falar sobre as desvantagens.
Bjs
Lu
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Como assim?
Tivemos um excelente fim de semana. Como é bom quando a casa fica cheia. Eu já tinha me esquecido disso. Nossa rotina mudou. Fomos passear nos mesmos lugares que antes já fomos, porém agora com uma visão diferente. Afinal de contas não somos mais os turistas e cabe a nós apresentarmos a maravilhosa cidade para os nossos queridos parentes.
O tempo ajudou para quem queria ver a neve e sentir o frio. No sábado nevou muito. Estava muito complicado para sair de dentro de casa. O nosso carro ficou com uma camada de cerca de 10 cm de neve. A temperatura máxima de lá de fora nesse fim de semana foi de -7 e a mínima creio que foi em torno de -13, mas com sensação térmica de bem menos. Os meus sobrinhos são bem magrinhos e não tem quase uma proteção térmica muscular para suportar o frio, e como sofreram. As mãos deles quase congelaram mesmo com luva, casaco, touca, cachecol e tudo o mais. O Serginho não sente muito frio até porque ainda tem um estoque de gordurinha localizada, herança de SP, e tenho que ficar brigando para ele colocar mais roupa do que o normal. Mas entre friorentos e calorentos, todos aproveitaram no final.
Nós três no Palácio de Hofburg.
Hoje o Serginho e as visitas foram para Paris e voltam na próxima quinta, véspera de Natal. Bem que gostaria muito de ir junto, mas nessa altura da gravidez não rola. A casa voltou ao silencio habitual que só é interrompido pela ronco do Pepe que dorme o dia todo. Aliás, coitado desse cão. Saí com ele ontem de manhã para dar a nossa tradicional voltinha na praça. Coloquei roupa e sapatos de neve nele para proteger o frio. A primeira reação dele foi pular na neve e se atolar. Quando andamos 3 quadras a perna dele começou a travar e ele não conseguia andar mais. Acho que começou a congelar as perninhas. Tive que carregar ele de volta no colo, tentando aquecer o bichinho. Resultado da nossa frustada voltinha: minhas costas quase arrebentadas (afinal ele está com 11 quilos, mais os meus recém adquiridos), contrações super doloridas e a promessa de só sair com ele quando a neve derreter um pouco.
E pra finalizar, a última novidade. Acabei de perder o meu calcanhar. Agora as minhas pernas se encaixam no pés gordos sem auxilio de ossos, tendões, etc. Ficou uma massa só. Quem disse que no inverno a gente não incha.
Bjs a todos.
Luciana
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Mudança de vida

Hoje vou contar a história de como viemos parar em Viena e o rumo que a minha vida tomou nesse último ano.
