sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vida de madame na Europa

Se tem uma coisa que me irrita muito por essas bandas do hemisfério norte é ter que ir ao supermercado. Ou melhor, ir ao mercado, já que na Austria não existem grandes supermercados como estamos acostumados no Brasil. Eu já comentei por aqui que as grandes redes varejistas simplesmente não existem por aqui. O comércio varejista de alimentos é basicamente dominado por uma rede chamada Billa com muitos pequenos estabelecimentos em vários pontos da cidade. Muito provavelmente onde quer que você escolha morar em Viena você terá um vizinho Billa.

Daí que a vantagem de morar perto de um mercadinho é a mesma de quem mora no interior e não tem hipermercado por perto, ou seja, como o mercado fica próximo da sua casa ficará muito mais fácil de ir todos os dias por lá e buscar aquilo que está faltando para o dia-a-dia. Aliás creio que o conceito do Billa e todos os outros mercadinhos daqui seja exatamente esse: ir todos os dias ao mercado.

A Rafaela já escreveu um post sobre esse assunto, de como as coisas funcionam lá em Estocolmo. Eu eu repito tudo o que ela falou, aqui sempre o maior carrinho é o meu. Do meu lado inúmeros clientes com o seu pacotinho de pão, salsicha e uma cerveja, sendo que isso será a principal refeição. Da minha parte um carrinho lotado de verduras, frutas, carne e comida.

Tenho uma vantagem de possuir uma geladeira espaçosa para padrões europeus e ainda por cima um freezer extra que embora seja do tamanho de um frigobar dá para armazenar alguns congelados. Então continuo preferindo a nossa tradicional compra semanal do que a visita diária ao mercado.

Ocorre que quem não gosta das minhas compras são as moçoilas atendentes do caixa. Fica visível a insatisfação delas quando me aproximo com o carrinho. Carrinho cheio significa demora para atender e até parece que elas ganham alguma comissão pela quantidade de clientes atendida. E por aqui o processo funciona assim: ou você é rápida como " the flash" ou vai amargar muitas caras feias. O problema é que ninguém te ajuda. Não existe empacotador e a atendente do caixa simplesmente passa o produto pelo leitor e literalmente joga para o outro lado. Se ao fim de passar os seus produtos você ainda não tiver empacotado tudo, ela vai começar a atender o próximo cliente e jogará os produtos dele por cima dos seus.

Por isso é que eu sempre digo que por aqui cliente não tem razão mesmo. Muitas pessoas até me relataram que a atendente ainda reclamou e mandou a pessoa ser mais rápida para retirar os produtos. Para mim, até agora, só foi o olhar de reprovação, porque por mais rápida que eu tente ser, passar o produto no leitor é mais rápido do que retirar do carrinho, empacotar e pagar.

Ah, e depois de todo esse sufoco dá-lhe carregar a compra a pé para casa. Por isso um ítem de extrema necessidade é o carrinho de feira. Tudo bem que o meu não é suficiente para trazer tudo, mas dá uma super ajuda. Quando ele está vazio e eu estou linda e saltitante pelas ruas charmosas aqui do primeiro distrito até me sinto um pouco européia. Quando volto com ele carregado e mais umas 3 sacolas a tiracolo, me dá uma raiva de estar na Europa. Vai entender....

Bjs a todos e um ótimo fim de semana.

Lu

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Nove fora




Essa semana a Mariana fez 9 meses fora da barriga. Mais um ciclo encerrado na vida da pequena.

Definitivamente esse último mês foi o mais agitado desde que ela nasceu. Muitas mudanças, novidades, birras e noites mal dormidas. Afinal de contas também ela está crescendo.

Acho que deu para perceber como a minha vida anda corrida ultimamente. Não tenho tido tempo para postar e quando sobra um tempinho, o cansaço toma conta e falta vontade de parar para escrever. Mas não deixaria de contar como andam as coisas nesse último mês por aqui:

- finalmente os dentes apareceram. Sairam juntos os dois de baixo, mas se eu soubesse o trabalho que eles iriam dar, preferiria que demorasse um pouco mais para virem. Não sei se existe isso, mas tenho a impressão de que a Mariana tem uma gengiva muito resistente e difícil para romper. Tanto que quase um mês depois dos dentes começarem a surgir ainda não estão nem na metade do tamanho.

- Não sei se por conta dos dentes ou de algum pico de crescimento, o sono ficou completamente atrapalhado. Durante o dia e principalmente durante a noite. Lembram daquela menininha que muitas vezes vim contar que dormia 12 horas seguidas? Ela sumiu. Hoje a que está no lugar acorda no mínimo umas 3 vezes por noite e a mãe reza para que ela não queira despertar em todas as vezes que acorda.

- Eu que sou contra a cama compartilhada por experiência própria de filho mais velho, me rendi ao cansaço e dividi a cama com a boneca numa noite. E hoje durante a madrugada o pai também se rendeu e apareceu com ela no colo, lá pelas tantas. Ou seja, amanheceu conosco.

- Agora só quer ficar em pé. Seja no berço, no sofá, na cama, na rua, na chuva ou na fazenda... ah, e descobriu que andar com a mãe segurando é mais divertido que no andador. Esse é um dos motivos do meu cansaço extremo.

- Antigamente na hora de tirar a soneca diurna, bastava colocar no berço e ela adormecia sozinha. Agora parece que o berço tem espinho. Ela enrijece o corpo e não há meios que deixá-la por lá. E da-lhe colo.

- Ela está verbalizando muita coisa diferente nos últimos dias. Quando quer alguma coisa fica falando: OH OH OHHHH... Ela "fala" o dia todo. Vai fazer jus a fama da mulherada de faladora.

- Está um bebezão. Na balança de casa está pesando 10300 gramas (imagina os meus braços torneadissimos segurando tudo isso o dia todo).

As meninas amigas e as aniversariantes que acabei esquecendo de mandar parabéns (Arlete, Dê e Cintia) mil perdões de uma mãe e dona-de-casa desesperada querendo dar conta de tudo. Às amigas de blog também minhas desculpas por não ter comparecido e comentado como gostaria. Em breve eu volto.

Bjs

Lu

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A vítima

Humor e sono recompostos, cá estamos.

Obrigada pelo carinho e pelas dicas no post anterior. Agora com o marido já em casa estamos mais felizes. Daí surge uma dúvida: será que o Serginho tem razão na sua teoria sobre "falta de sexo"? De qualquer forma os problemas estão menores agora.

Sobre a invasão de insetos, alguém conhece aquela musiquinha infantil que fala assim: "borboletinha tá na cozinha... fazendo o inferninho para a Luluzinha?" Tivemos uma invasão de borboletinhas na cozinha. Daí alguém pode dizer: poxa, pensei que eram baratas. Whatever, inseto é inseto. E todos são nojentos. E nem preciso entrar no mérito das fases de vida do inseto, né.

Problema aparentemente resolvido. O engraçado foi que comprei quase todo tipo de veneno e armadilhas para insetos que se vende nos mercados. Daí que montei na cozinha as potentes armadilhas com cola. O problema é que essas borboletinhas são formadas em Harvard e só caem na armadilha as que tem Q.I. menor de 130. Daria para escrever um post só sobre veneno. Aparentemente o povo não tem tanto problema com inseto por aqui, então digamos que as coisas são bem mais naturais do que conseguimos comprar no Brasil. Tem até aquelas espirais verdes do tempo da minha avó que você acende a ponta e sai aquele horrível cheiro de fumaça. Então que metade das borboletas foram assassinadas pela minha pessoa e pelo pano de chão. Coisa ultra moderna.

E prá relaxar um pouco do stress dos insetos, um vídeo da pequena correndo atrás do Pepe e se divertindo justamente na cozinha.



Bjs

Lu