segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Atualizações da vida

 Quanto tempo que não escrevo pra mim mesma. E hoje resolvi que vou retornar a escrever sobre a minha vida, a vida da minha família e tudo o que acontece e nos impacta no dia a dia. 

Começando pelo Serginho: ele está com 29 anos e hoje ele está visitando seu 40o pais. Ele e a Alessia estão há 4 anos juntos e ainda não casaram. Atualmente ele mora no Paraguai, trabalha na ADM por uns 7 anos, eu acho. Ele fez a faculdade de relações internacionais em leicester, mestrado em business internacional em Edimburgo. Ele já trabalhou na Holanda, Alemanha, Suíça e agora no Paraguai. Desde que começou a trabalhar ele nunca precisou de muita ajuda financeira, o que pra nós é motivo de orgulho ver que se tornou independente. Ele fala em ter filhos no prazo de 3 anos, mas a barreira de um oceano atrapalha bastante eles. A Alessia mora em rotterdam e vem algumas vezes por ano no Paraguai. Mas não consegue fazer home office o ano todo. 


O Sérgio trabalha desde 2016 na Coonagro em Curitiba. Profissionalmente ele está muito bem. Ele e presidente da empresa e gosta muito do que faz. Desde 2016 ele mora em Curitiba. Nós estamos muito bem no casamento, depois de termos tido alguns problemas que eu justifico que foram mais meus do que dele.

Desde 2016 eu trabalho com o meu pai em Castro, mas em julho de 2023 viemos para Curitiba para a Mariana estudar no positivo internacional.


Falando em Mariana. Há 3 meses ela namora o Arthur, um menino super educado e inteligente. Ele pretende estudar fora do Brasil ano que vem. Está terminando o último ano de IB e quer ir pra Itália. A família dele tb tem passaporte italiano. A Mariana é uma menina forte, mas ao menos tempo ela é doce. Sabe argumentar como ninguém, mas ainda não sabe o que quer fazer de faculdade. Eu meio que incentivei psicologia, mas ela seria muito boa advogada. Ela não gosta de estudar. Tem alguma dificuldade e estamos investigando se não é tdah. Ela está com 15 anos já e está no 1o do ensino médio. Nós nos damos muito bem, e ela sempre fala que sou sua melhor amiga. Semana passada ela gazeou aula pra ficar com o Arthur e por isso ficou de castigo esse último fim de semana. Ela tem muita facilidade pra esportes e toca piano.


Nós estamos com uma condição financeira muito boa. Temos alguns imóveis em Airbnb, ou alugados. Temos um apto em itapema pra uso pessoal, uma casa em Castro, o apto de Curitiba e acabamos de comprar uma chácara que fica atras da chácara do meu pai. Estou reformando lá e construindo uma sede enorme. 


Eu estou com 51 anos e as vezes me sinto jovem, as vezes velha kkkk. Sou bem vaidosa. Faço sempre procedimentos estéticos e gosto de me manter ativa. Não corro como antigamente, mas faço exercícios. Não sou sedentária.


Acho que é isso. Atualizei algumas coisas da nossa vida e volto em breve para escrever mais, porque estava sentindo falta disso. 



sábado, 18 de junho de 2022

Conselhos para mim mesma

 - Toda escolha é uma renúncia.

- Não se faça de vítima.

- Assuma suas responsabilidades, se elas doerem ou se forem de felicidade.

- Veja o lado bom da vida

- seja positiva

- olhe para o passado apenas para servir de lição e aprendizado

- não sofra por aquilo que não te agrega

- lembre que a vida real é bem diferente do que a gente fantasia

- tudo passa. Passa o que é ruim e o que é bom. 

- deixe doer, se for preciso chore. Não segure as suas emoções. Chore tudo e depois vire a página

- não tome o veneno que as pessoas jogam em você

- seja firme em dizer não quando for preciso e se mantenha na sua opinião

- libere as pessoas para seguirem a vida delas, não ache que você é sempre responsável pelos outros

- não tente agradar todo mundo, aliás desagrade mais

- estude, aprenda, movimente o seu cérebro

- movimente seu corpo, mesmo naquele dia que você não tem força

- procure ajuda 

- seja clara, fale, fale, fale, lembre que a comunicação é a diferença entre a salvação e perdição.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Poderia ser so mais um numero na estatistica

Esse post estava nos meus rascunhos, anos depois resolvi publicar.
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Desde que nos mudamos para a Austria, esse ano de 2012 foi o ano que passamos o maior numero de dias no Brasil. Foram duas viagens e entre os dias que ja se passaram e os de agora em dezembro se somam quase 75 dias de Brasil.

Desde que nos mudamos essa foi a nossa sexta viagem em familia cruzando o Atlantico.

Desde que nos mudamos se passaram quase 4 anos.

Desde que nos mudamos nos esquecemos de como eh viver e sobreviver em uma grande metropole como Sao Paulo.

E no ultimo sabado viemos com toda a nossa programacao de ferias pronta. Os presentes de Natal comprados, as lembrancas para os amigos, os chocolates que fazem agrado na alma, as esperancas renovadas de matar as saudades dos familiares, de fugir do inverno, de aquecer nao so o corpo, mas o espirito renovando as energias para voltar para casa ainda mais feliz.

Engracado que pela primeira vez, sai de Viena com um sentimento estranho. Quando arrumava as coisas que ficaram, por varias vezes me peguei pensando em como seria se eu largasse tudo do jeito que ficou e como seria se eu nao voltasse mais.

Nao sei se era um pressentimento ou somente a dor de se despedir mesmo que brevemente do lar, do nosso aconchego. Cheguei a comentar com o marido e com o filho quando o aviao levantou voo que eu gostaria de ja estar voltando para Viena. Os dois me acharam meio louca por nao querer aproveitar as ferias. Nao sei que tipo de sentimento era aquele. Mas foi diferente do que todas as outras vezes que deixamos a cidade.

Apos nossa tradicional parada em Amsterdam, seguimos viagem para Sao Paulo e tudo correu naturalmente. Aquele sentimento estranho passou e aproveitamos a viagem. A Mariana pela primeira vez deu menos trabalho, assistiu os filmes do aviao, comeu bem, dormiu uma soneca, enfim, tudo normal.

Chegamos em Sao Paulo e apos a chatice de passar pela imigracao e pegar as malas, tomamos um taxi da Cooperativa de taxis de Guarulhos para o Hotel Transamerica que fica bem proximo do aeroporto de Congonhas, pois a nossa proxima viagem sairia no dia seguinte de manha desse aeroporto. Para ficar menos cansativo sempre dormimos uma noite em Sao Paulo antes de seuir viagem.

Quase 1 hora e meia de taxi cruzando a cidade, chegamos no Hotel. O Serginho que estava no banco da frente eh o primeiro a desembarcar, depois o marido e por ultimo saio eu com a Mariana dormindo no meu colo. Assim que eu desci e subi os degraus para o Hall do Hotel percebi um rapaz puxando a minha bolsa que estava no braco do marido. O marido ainda ficou segurando a bolsa e tentando tirar a mao do rapaz que parecia ser da idade do Serginho. Ele nao havia percebido que outro rapaz estava junto e naquele momento estava roubando o relogio do taxista. Eu gritei para o Sergio soltar a bolsa, acordei a Mariana e ele tambem percebeu a arma que estava na outra mao do assaltante menor de idade.

O Serginho que eh muito agil, ao perceber o assalto, jogou a mochila dele para tras de um pilar e tentou pegar a mochila do pai para esconder, porem nesse momento o assaltante maior de idade percebeu e apontou a arma para ele e mandou ele jogar a mochila. Ele jogou e ficamos nos quatro de frente para os dois assaltantes armados.

Eles nao atiraram e fugiram.

Ate aquele momento eu estava muito calma. Por ter trabalhado em banco, cansei de assistir palestras de seguranca e tenho muita serenidade para responder a esses episodios de violencia gratuita. Inclusive ja passei por outros tipos de situacao e nunca sequer me abalei. Nunca reagi a assalto e por isso gritei para o marido soltar minha bolsa, ja que por ele ja entraria em luta corporal com o rapaz, sem pensar muito nas consequencias que essa atitude teria.

Porem dessa vez foi muito diferente. Foram os meus filhos que ficaram expostos a essa violencia. A Mariana que acordou com o meu grito para o marido soltar a bolsa, viu tudo. Ela viu quando o Serginho jogou a mochila e, gracas a Deus, ela nao compreende o que realmente aconteceu. Para ela o Sergio jogou a mochila fora e por isso agora nao tem mais o DVD que estava dentro.

O Serginho porem tem nocao exatamente do risco que ele sofreu, que todos sofremos. Pelo que varias pessoas comentaram depois, os assaltantes nao se contentam somente em levar os seus bens, em seguida eles estao matando, como se somente esse sentimento de impotencia nao fosse dor suficiente para que a gente tenha que superar.

Eu nao consigo imaginar como seria a minha vida nessa segunda-feira de manha caso alguma daquelas duas armas tivessem sido disparadas em qualquer um de nos.